quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Um homem comum




Perdido na noite, sem os pontapés
Nem sim nem não
Pouco importa

Falar das coisas belas da vida
Das belas, dos elos, das elas
Dos dias metaforicamente empacotados
Do show, do grande evento, da obra de arte
Que é usar palavras inúteis
Como se ao dar-lhes as ajeitadas, as aparadas, os retoque finais
Elas fossem de alguma valia

Sou poeta, pois?
Que importa ser vestido disso ou daquilo
A minha sina é sentir
Os nomes são baratos
E eu prefiro ser só eu
Desrotulado, homem apenas

Que pena
Tinha um futuro grandioso junto às letras
Sua visão da literatura era diferente, talvez
Hoje em dia tudo é diferente
Ninguém quer seguir uma corrente, encarcerar-se

Quantas linhas preciosas?
Quantas entonações e sonetos
Forçosamente ritmados
Lástima, é o fim

Quanta falta de poesia deve um poeta ter
Para ser verdadeiro poeta?

- Euclides Araújo

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

À espera



À espera
 
Eu espero no jardim de lírios
Sob o céu azul e branco
Com a brisa da manhã
Soprando pra mim

Eu espero pelos raios de sol
Que trazes dentro de ti
Para poder germinar
Frutificar e florir

EAC
 

Almenina



Almenina

Divina
És divina
E foste colocada
Num corpo tão doce
Ó alma de menina

Linda
Tão linda
Me ensinaste
Que o corpo finda
Mas o amor
Renasce

 EAC